Descubra Mendoza

A província de Mendoza, no oeste da Argentina, é responsável por mais da metade de todo o vinho produzido no país. São mais de mil bodegas espalhadas pelo destino aos pés da Cordilheira do Andes e muitas delas viram no turismo uma forma de expandir seus negócios. 

Para os turistas, é comum que a cidade homônima e capital da província funcione como base e ponto de partida para visitar as propriedades instaladas nas três principais regiões dedicadas a viticultura: a Maipú, a Luján de Cuyo, a 15 e 20 quilômetros de Mendoza; e  Vale de Uco, a 80 quilômetros.  

Dos enófilos a quem está começando a se aventurar pelo universo do vinho, todo mundo acaba se divertindo não só em degustações e tours pelas diversas etapas de produção, mas piqueniques, cavalgadas, passeios de bike ou caminhadas em meio aos vinhedos das propriedades. Algumas das mais conhecidas são a bodega Família Zuccardi, que também produz azeite a cerca de 30 quilômetros da capital; e a Salentein, projetada em formato de cruz a mais de mil metros de altitude.   

A Malbec é a estrela do terroir local e a vinícola Catena Zapata foi uma das pioneiras a produzir com a casta, em 1902. Um dos segredos da bebida nacional é a qualidade do solo e o clima semidesértico que ajudam no cultivo das uvas. E os vinhos do Vale do Uco são mais encorpados, já que a área tem como extra a altitude, que varia de 850 a 1.500 metros.  

O principal atrativo da viagem pode até ser o vinho, mas a cidade de Mendoza tem outros passeios interessantes, a começar pelos bons restaurantes e cassinos. Um bom lugar para começar o passeio pelo destino é a Plaza da Independencia, o coração local, com suas fontes luminosas, feira de artesanato, o Theatro Municipal e o Museu Municipal de Arte Moderna.

Ainda na capital, outra parada é o Parque General San Martin que logo na entrada impressiona pelos belos portões de ferro. Repleto de cenários verdes, com alamedas arborizas e rios, o local conta ainda com ginásio de esportes e zoológico, além do monumento em homenagem ao herói da independência que dá nome ao local. Além disso, ao se hospedar em Mendoza durante o inverno, é possível esticar a programação até a estação de esqui Penitentes.
  
Com um dia extra, aproveite a proximidade para conhecer o Parque Provincial do Aconcágua, a 180 quilômetros de distância, onde está o monte homônimo (também conhecido como Teto das Américas) de 6.962 metros de altura, sendo o pico mais alto da América Latina. Mais adiante fica a Ponte Inca, uma formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o Rio Caves.  Acredita-se que, há milhões de anos, ela era de gelo, mas se solidificou pelas condições climáticas da região. O caminho até ambos é pela mítica Ruta 7, que vai até o país vizinho, o Chile. 

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Melhor época para viajar

Mesmo com as estações dos anos bem definidas, Mendoza é charmosa em qualquer época. No outono, por exemplo, a paisagem ganha tons alaranjados e a temperatura é de mais ou menos 18oC. E o inverno, que chega a registrar temperaturas abaixo de zero, é bom para quem quer ver neve e esticar o passeio até as estações de esqui da região. Na primavera, os vinhedos estão verdinhos. Já no verão, a incidência de chuvas aumenta, mas nada que realmente atrapalhe a viagem. Quem quer ver a época da colheita das uvas deve se programar para viajar entre os meses de fevereiro a abril, lembrando que a tradicional festa da Vendimia (para celebrar a produção do vinho) costuma acontecer em março. 

Como chegar

Chegar a Mendoza pelo Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli, também conhecido como El Plumerillo, é a opção mais tranquila. Ele está a 10 quilômetros da Plaza Independencia, a 13 do Parque General San Martín e a 195 quilômetros do Parque do Aconcágua. Contudo, existem poucas opções de voos diretos até lá, então muitas vezes é necessário fazer conexão nas capitais da Argentina ou Chile. Também é uma alternativa, que pode ser mais barata, aterrissar em uma das duas cidades e seguir percurso de carro ou ônibus: Mendoza está 1000 quilômetros de Buenos Aires e a 363 de Santiago.  

Onde ficar

É melhor se hospedar na cidade de Mendoza, de preferência perto da Plaza Independencia, se a vontade é passear nas vinícolas durante o dia para, depois, curtir a gastronomia, a vida noturna e os cassinos da capital. Por outro lado, quem quer a tranquilidade dos endereços mais rurais pode escolher algumas das muitas vinícolas que, além de receber visitantes, funcionam como hotéis e resorts pelas regiões de Maipú, Luján de Cuyo e o Vale de Uco.

Dica do especialista

Beber e dirigir não é uma boa combinação, por isso, é importante pensar se vale a pena alugar um carro para conhecer as vinícolas de Mendoza. Se estiver sozinho, não poderá beber, e mesmo em grupo alguém precisará ser o motorista da vez. Contratar excursões ou um motorista (algumas empresas oferecem o serviço por dia) podem ser alternativas mais cômodas e seguras.  

Dobradinha Santiago e Mendoza: Uma opção de conhecer dois destinos charmosas de uma só vez e ainda ver paisagens deslumbrantes é programar em uma única viagem conhecer Chile e Argentina. Você pode fazer o trajeto Santiago e Mendoza de avião, carro ou ônibus. 

 

 

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