Descubra Lençóis Maranhenses

Entre os maiores atrativos do Maranhão, os Lençóis Maranhenses têm um ecossistema único no País: o cenário que parece ter saído de um filme de ficção científica é, na verdade, um deserto repleto de lagoas. As cidades de Santo Amaro e, principalmente, Barreirinhas são as paradas mais comuns entre os visitantes, pois funcionam como base para quem vai explorar as belezas locais.  
 
Às margens do Rio Preguiças, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem 155 mil hectares e dunas com até 40 metros de altura, áreas de restinga e manguezal. Além, é claro, das famosas lagoas formadas com acúmulo de água das chuvas. Há muita para ver e explorar, de acordo com condicionamento físico e vontade de caminhar de cada visitante, afinal só parte dos trajetos é feita a bordo de um carro.  
 
Barreirinhas é uma das cidades com melhor infraestrutura do destino e, apesar de relativamente tranquila, tem bons hotéis, pousadas e até alguns resorts, além de restaurantes, bares e lojinhas interessantes (o burburinho está concentrado na região da Avenida Beira-Rio). E, dali, uma das atrações que tem acesso mais fácil é circuito Lagoa Azul compreende as lagoas Preguiça, Esmeralda, a do Peixe e a que dá nome ao passeio. Propícias para banho, têm pequenos peixes que resistem aos períodos de secas e seus arredores são um ótimo lugar para observar o pôr do sol.   
 
Já uma caminhada pouco mais longa leva a Lagoa Bonita, localizada a 15 quilômetros de Barreirinhas. Parte do percurso tem grau médio de dificuldade de acesso, pois consiste em subir uma duna íngreme de aproximadamente 30 metros de altura. Há uma corda para auxiliar e a recompensa é observar a imensidão da paisagem lá de cima. Por ali, dá para esticar o passeio até a a lagoa do Clone, batizada assim pois foi locação de algumas cenas da novela O Clone, da Rede Globo. 
 
Também é um programa interessante conhecer a Lagoa do Buriti Amarelo, que se diferencia das outras por conta da coloração da água. Ela costuma ser mais avermelhada, pela proximidade com a vegetação de buritizal da região. Quem curte tirar fotos, ali, consegue registrar algumas das imagens mais legais da viagem.  
 
Já a pacata Santo Amaro do Maranhão, que também é ponto de partida para passeios, tem poucas vias calçadas, casinhas simples e pequenos comércios, como aqueles armazéns típicos de interior. Normalmente, o acesso até a cidade depende um veículo 4X4, mas a vantagem é que, ao se hospedar ali, dá para ir a pé até alguns dos atrativos dos Lençóis. Basta um pouco de esforço e espirito de aventura.  

A Lagoa da Gaivota, por exemplo, está entre as opções que rendem boas caminhadas. Ela é uma das maiores do Parque e costuma não secar durante o ano: o período das secas só diminui o volume da água. Além disso, as dunas que a rodeiam são ótimas para a prática de sandboard:  a tarde passa rapidinho enquanto os turistas deslizam pela areia a espera do pôr do sol.
 
Por outro lado, se a ideia é explorar pontos mais intocados do Parque, um bom destino é a Lagoa das Esmeraldas que surge quando há um grande volume de chuvas que une duas lagoas menores. Como depende do clima, ela aparece por um tempo limitado e pode até se tornar a maior do parque durante o período.
 
Contudo, vale lembrar que a localização dos atrativos é aproximada, pois o cenário - principalmente as dunas - muda constantemente, por conta da ação dos ventos e das chuvas. Além disso, como não há sinalização no parque, o viajante precisa estar acompanhado de guias para não se perder.

Também é bom reservar um dia do roteiro para fazer um passeio de lancha voadeira pelo rio Preguiças. Dá para ver manguezais, palmeiras e diversas outras áreas verdes. E, dependendo do dia e do roteiro escolhido, acontecem também algumas paradas estratégica para entreter os turistas. Entre elas, a Ilha dos Macacos, com vários macacos-prego; e o Farol de Preguiças, no município de Mandacaru - são mais de 150 degraus para subir 35 metros e ter uma bela vista da foz. 
 
Vale a pena conhecer também o povoado de Atins, a uma hora e meia de barco desde Barreirinhas. De estrutura simples, é procurado por visitantes que buscam tranquilidade. Ele tem poucos, mas bons bares e restaurantes para comer frutos do mar, além de uma praia ideal para a prática de kitesurfe, windsurfe e stand up paddle. E quem estiver disposto a caminhar um pouco mais, pode ir ao Canto de Atins, a pouco mais de uma hora dali, já no Parque Lençóis Maranhenses. A área guarda algumas outras belas lagoas para finalizar o roteiro.  

Galeria de Imagens

Melhor época para viajar

Entre maio e outubro, o Parque Lençóis Maranhenses atinge seu ápice - principalmente nos meses de junho e julho -, pois o número de lagoas aumenta, elas estão mais cheias e propícias para mergulhos. Por outro lado, o destino ainda é interessante no restante do ano, pois algumas delas, como a Lagoa da Gaivota, costumam nunca secar. Além disso, no mês de julho, Barreinhas costuma promover a tradicional festa do vaqueiro com shows de música, danças folclóricas e outras manifestações artísticas.    

Como chegar

Para chegar a região do Parque Nacional Lençóis Maranhenses, os turistas costumam desembarcar no Aeroporto Internacional de São Luís - Marechal Hugo da Cunha Machado. Ele fica a 247 quilômetros de Barreirinhas, já Santo Amaro do Maranhão está a 238 quilômetros. Com transfers ou carros alugados, o trajeto até elas levam cerca de três horas.  

 

Onde ficar

Barreirinhas é uma boa alternativa para quem quer explorar o Parque Lençóis Maranhenses, mas ainda quer ter acesso a certa infraestrutura.  Ela tem restaurantes, agências bancárias, mercado, boas pousadas e hotéis, principalmente na área central. Já Santo Amaro do Maranhão é uma alternativa para quem abre mão de um pouco mais de conforto para curtir a atmosfera pacata do destino e poder caminhar até algumas das lagoas e dunas menos concorridas do Parque. O povoado de Atins também tem algumas pousadas, porém é ainda mais simples que as opções anteriores.  

Dica do especialista

O Rio Formiga, nos arredores de Barreirinhas, rende um programa bem divertido. Com uma boia inflável, os turistas podem fazer a travessia - conhecida como Boia Cross -  por suas águas tranquilas e de cor esverdeada, em meio a áreas de mata preservada. O passeio dura cerca de uma hora e é indicado para quem quer relaxar. 
 

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