Descubra Itália: Milão, Veneza, Florença e Rom

Da gastronomia farta ao charme arquitetônico e o legado artístico de gênios como Leonardo da Vinci: sobram motivos para que a Itália persista como um dos destinos europeus favoritos dos brasileiros. Um roteiro bem interessante que apresenta diversas facetas do país começa pela cosmopolita Milão, segue pelo charme de Veneza, o legado histórico de Florença e termina na capital, Roma.  
 
Em Milão, é impossível não se sentir pequenino perto da Catedral, ou Duomo como é conhecido por aqui, com seus mais de 150 metros de altura. Ela é o principal cartão postal local, tem estilo predominantemente gótico e levou muitos anos para ser finalizada - de 1386 até o começo do século 19. Além de observar o interior, os turistas podem ir ao topo, onde há um terraço que descortina todo o skyline da cidade, com os Alpes Suíços ao fundo.  
 
A próxima parada pode ser o Museo del Novecento que, à primeira vista, chama atenção pela construção onda está instalado: o Palazzo dell'Arengario, com suas grandes janelas em frente à praça do Duomo. O acervo compreende mais de 400 obras de arte moderna e contemporânea assinadas por nomes como Umberto Boccioni e Giorgio Morandi. 
 
Dali, poucos passos de caminhada levam a famosa Galeria Vittorio Emanuele II, inaugurada em 1877, como um caminho entre a catedral e o Teatro alla Scala. Contudo, sua relevância é muito maior do que ser apenas uma passagem e suas linhas arquitetônicas chama a atenção. É normal ficar pelo menos alguns minutos para admirando a estrutura do teto (combinação de ferro e vidro) contrastando com os afrescos que adornam as paredes. Ela funciona como um shopping -  está entre os mais antigos do mundo - com lojas grifadas como a da Prada, aberta há mais de 100 anos.   
 
Já o Teatro Alla Scalla foi construído na segunda metade do século 18, sob as ordens da imperatriz Maria Teresa da Áustria para substituir a antiga ópera de Milão, que foi destruída em um incêndio. Sua fachada pode não ser das mais impressionantes, mas os grandes atrativos estão no interior, marcado pelo uso de mármore, espelhos, elementos vermelhos e dourados. A sala de espetáculo ainda recebe apresentações de música e balé, mas também é possível conhecer o local fora dessa programação - o acesso é pelo museu que conta a história da construção, anexo ao prédio principal.  
 
Os amantes de arte ainda têm alguns endereços imperdíveis para colocar no roteiro. É na igreja e convento Santa Maria delle Grazie, do século 15, que está uma das principais obras de Leonardo da Vinci. A Última Ceia (que levou três anos para ser finalizada, entre 1494 e 1497) foi pintada em uma das paredes do refeitório local. Também é importante conhecer a Pinacoteca de Brera que funciona em um palácio do século 17 e reúne obras como a Cena in Emmaus, de Caravaggio, feita com óleo sobre tela, em 1606. E, o Castelo Sforzesco do século 14  - que, hoje, funciona como um centro cultural - atrai visitantes não só pela estrutura, mas também por abrigar as sedes dos museus arqueológico, de instrumentos e arte antiga, entre outros.  
 
Além disso, é importante lembrar de reservar parte da tarde para curtir um programa tipicamente local. O aperitivo, a hora dos drinques e aperitivos pré-jantar que são uma versão aprimorada da happy hour. Praticamente todo bar ou restaurante de Milão tem sua versão para atrair quem quer abrir o apetite com queijos, embutidos e outras comidinhas acompanhadas, por exemplo, de uma boa taça de vinho. Daqueles momentos para ver e ser visto.  
 
Seguindo viagem, a menos de 300 quilômetros de Milão, o cenário urbano dá lugar a uma atmosfera ainda mais histórica, em Veneza, que está a quatro quilômetros de distância do continente. E é impossível pensar no destino sem lembrar-se de suas gôndolas.  Elas aparecem praticamente por todos os lados, afinal, nas mais de cem ilhas que formam a cidade, ruas dão lugar a canais rodeados por vielas e construções históricas. Não há, então, introdução melhor que admirar o Grand Canal, repleto de barcos e contornado por edifícios do século 13 ao 18. 
 
Conhecer bem Veneza, contudo, é sinônimo de horas caminhando: o que vale muito a pena quando se tem a Piazza San Marco no roteiro. Tida como uma das mais belas do mundo, ganhou admiração até mesmo de Napoleão Bonaparte: segundo ele, essa é a “sala de visitas mais elegante da Europa.” A referência talvez esteja ligada ao fato de que a área é a porta de entrada para os principais cartões-postais venezianos, está tudo ali mesmo, ao seu redor. 
 
Um dos destaques é a Basílica San Marco, edificada no século 9, durante o império Bizantino. Reconstruída duas vezes, a atração tem cinco cúpulas e trabalhos em mármore. Além disso, suas paredes são adornadas por 8 mil m² de mosaicos que apresentam histórias religiosas. Por fora, cinco arcos chamam atenção junto às estátuas de cavalos de metal que estão acima da entrada – elas são réplicas, pois as originais, roubadas de Constantinopla no século 13, estão no interior do monumento, em um museu que retrata a sua trajetória por meio de tapeçarias, artefatos e objetos sacros.

O itinerário continua no elegante Palazzo Ducale que, do século 9 até 1797, foi a casa dos governantes locais, os doges. A construção gótica tem desde área de tortura a cômodos decorados com pinturas (destaque para a Sala del Maggior Consiglio, que abriga uma das maiores do mundo).  O extra é que, para chegar às celas, é preciso atravessar a Ponte dos Suspiros. O nome, dizem, tem uma história: pelas janelinhas, os prisioneiros que passavam por ali suspiravam ao ver a cidade pela última vez antes de seguir em confinamento.
 
Para continuar o passeio cult, vale conhecer o Museu Peggy Guggenheim Collection. Criado a partir de um acervo particular, está instalado no Palazzo Venier dei Leoni, palácio inacabado dos anos 1750, e celebra a arte do século 20 reunindo nomes expressivos, como Pablo Picasso e Wassily Kandinsky, na exibição permanente.
 
Contudo, é em Florença, 255 quilômetros ao sul de Veneza, que os amantes de arte suspiram fascinados e eles nem precisam, necessariamente, ir a um museu para isso. Berço do Renascimento, tem arte por todos os lados e não é considerada um museu a céu aberto por acaso.  Seu centro histórico, inclusive, está listado como Patrimônio Histórico da Unesco. A Piazza Della Signora, por exemplo, reúne algumas esculturas e réplicas bem interessantes, como a cópia de David, de Michelangelo e Fontana di Nettuno do século 16, criação de Bartolomeo Ammannati. E ao redor da área, mais beleza, agora na arquitetura de prédios como Palazzo Vecchio, onde hoje funciona como prefeitura.  
 
Depois, vale a pena aproveitar a proximidade para ficar algumas horinhas na Galleria Degli Uffizi, a apenas cinco minutos de caminhada. Situada em um palácio, ela reúne obras assinadas por grandes nomes da produção artística italiana: Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Ticiano, Caravaggio e Rafael estão entre eles. Dali, dá para seguir até Ponte Vecchio, estrutura medieval em arco sobre as águas do Rio Arno.  
 
Contudo, o coração de Florença é a Pizza del Duomo que abriga a imponente Cattedrale di Santa Maria del Fiore. Entre as maiores igrejas do mundo, tem estilo predominantemente gótico e fechada coberta de mármore verde, rosa e branco. Já o interior se destaca pelos vitrais e afrescos. São tantos detalhes que ninguém fica, de fato, surpreso ao saber que ela levou mais de cem anos para ser construída. Quem quiser ver a cidade do alto, ainda pode subir ao topo do monumento de onde é possível admirar uma bela vista panorâmica de Florença.  
  
O passeio continuar nos seus arredores, afinal ao lado da Catedral estão: o Battistero di San Giovanni que, dizem, é um dos prédios mais antigos do destino e famoso pelas suas belas portas de bronze; e a Campanile de Giotto, ou, em português, o campanário da Santa Maria del Fiore com mais de oitenta metros de altura. Já um pouco mais ao norte, a cerca de 500 metros, fica a Basilica San Lorenzo e o Palazzo de Medici, outros dois cartões imperdíveis que provam por que Florença abriga um dos mais belos conjuntos arquitetônicos da Itália. 
 
E não dá para falar de Itália, sem celebrar sua capital, Roma, a cidade eterna. Fundada há mais de 2700 anos, a cidade foi o centro do Império Romano e, de certa forma, berço da Igreja Católica. Esses fatos marcaram sua história e deixaram um rico legado que, hoje, pode ser admirado pelos visitantes - de ruínas, belas igrejas (dizem que existem mais de 900) e monumentos históricos a parques e bons museus. Para ter uma visão geral, basta ir ao a colina Gianicolo, pertinho de Trastevere, que é um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol a dois sobre o centro da cidade.   
 
Há muito para explorar, mas geralmente um roteiro básico e para quem está se familiarizado com o destino começa na icônica Fontana Di Trevi, fonte barroca do século 18. É concorrido, mas todo mundo tenta conseguir um cantinho para jogar sua moeda nas águas do monumento e, assim, fazer o pedido para voltar a cidade. Em seguida, vale passear pelas redondezas revelam bons cafés, restaurantes e várias piazzas (como a Navona). São cenários super charmosos que foram retratados em filmes como Para Roma, com Amor e Comer, Rezar e Amar.  
 
A área guarda ainda outra atração bem importante, o Panteão. Construído pelo imperador Adriano há quase 2 mil anos, o monumento chama atenção por sua arquitetura, coroada pela cúpula de 43 metros de altura que permite a entrada de luz natural. Como igreja cristã desde o século 7, guarda os túmulos de personalidades italianas, a exemplo do pintor Rafael e do rei Vittorio Emanuele. Nos arredores do cartão postal existem outros monumentos religiosos bem interessantes, como é o caso da bem preservada Basílica Di Santa Maria Maggiore.  
 
Mais alguns quilômetros na direção sudeste leva as ruínas de Coliseu e Fórum Romano, quem também remetem à época dos imperadores. Com mais de 2000 anos, o Coliseu é uma das imagens que mais se associa ao destino. Ele foi construído no século 1, como um símbolo de poder do império, e até hoje tem essa atmosfera imponente: é, afinal, o maior anfiteatro do mundo. Já o Fórum Romano foi criado como uma praça que era palco para transações comerciais e atividades políticas - ali era o ponto de convergência de estradas importante, como a via Sacra. Ao longo dos anos, a área foi mudando e ganhando novos monumento. O mais recente deles é a coluna erguida pelo imperador Focas.  
 
O que também consome boas horas da programação são os museus, pois Roma se orgulha de ser a capital de um país célebre por produzir arte da melhor qualidade.  Alguns dos imperdíveis são: Galeria Borguese, com obras de Gian Lorenzo Bernini, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Raffaello, Rubens e Ticiano; o Museu Nacional Romano que tem quatro sedes e conta toda a história da cidade; e o Museu Nacional de Arte do século 21, dedicado a criações contemporâneas.  
 
E, como diz o ditado, impossível ir a Roma e não ver o Papa, ou pelo menos, o Vaticano. Menor estado independente do mundo, é a sede da Igreja Católica com a imponente Basílica de São Pedro. O monumento é o maior templo cristão do mundo e seu interior guarda obras imperdíveis, como a célebre Pietà, de Michelangelo. A praça diante dela também sempre está movimentada, com turistas admirando a colunata de Bernini, dezenas de estátuas de santos e um obelisco. 
 
Além disso, o Vaticano tem ainda um conjunto de museus, chamado Museii Vaticani, com áreas dedicadas a tapeçarias, arte egípcia, etrusca, entre outras. A protagonista, no entanto, é a Capela Sistina com os afrescos de Michelangelo adornando o teto. Eles retratam cenas do Gênese e demoraram quatros anos para serem finalizados, no comecinho do século 16.  

Melhor época para viajar

A Itália é um país que pode ser visitado em qualquer época do ano, principalmente as cidades de Milão, Veneza, Florença e Roma.  No entanto, as temperaturas ficam mais amenas entre abril e maio ou de setembro a outubro.  

Como chegar

As principais portas de entrada para um roteiro pelo país são Roma e Milão. Na capital, a principal opção é o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci, que está a cerca de 30 quilômetros de atrações como a Fontana di Trevi e o Vaticano. E ele está a 300 quilômetros de Florença. Já o Aeroporto de Milão-Malpensa fica a 50 minutos do Duomo e da Galeria Vittorio Emanuele II. Até Veneza são 310 quilômetros. Como menos opções de voos, Florença também tem um aeroporto próprio, a poucos minutos do centro da cidade.  

Onde ficar

Como bons destinos europeus, Milão, Veneza, Florença e Roma oferecem boas opções de hospedagem em seus respectivos centros históricos, assim o turista está próximo dos principais cartões postais dos destinos. Além disso, nessas cidades costuma ser mais prático conhecer esses atrativos caminhando: o turista evita trânsito, estacionamento e pode andar livremente, já que algumas das vias são exclusivas para pedestres. E é lá que costuma estar o burburinho de lojas, restaurante e cafés.  

Dica do especialista

Para provar o melhor espumante da Itália, vale esticar até a região de Franciacorta, a 80 quilômetros de Milão. É o destino ideal para quem aprecia degustações, caminhadas e tours pelos vinhedos. Na vinícola Bellavista, é possível conhecer quase todas as fases de produção e, ao anoitecer, ainda pode apreciar jantares harmonizados a rótulos locais.  

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