Descubra Europa: Paris, Bruxelas, Amsterdã e Frankfurt

O continente Europeu é uma ótima alternativa para quem quer combinar, na mesma viagem, diferentes destinos. Em 10 dias é possível passar por Paris, na França; Bruges e Bruxelas, na Bélgica, Amsterdã, na Holanda; e Frankfurt, na Alemanha, pois as cidades estão relativamente próximas. O trajeto, do começo ao fim, leva dez horas, mas o turista obviamente fará várias pausas para curtir a boa gastronomia, história, cenário cultural e os demais atrativos de cada lugar.
  
Não existe cidade europeia tão retratada no cinema quanto Paris, que é um ótimo ponto de partida. Seja por conta da atmosfera romântica, do lado cult que tanto agradava escritores como F. Scott Fitzgerald, a haute cuisine conhecida mundialmente e atrações como o Museu do Louvre, um dos maiores do mundo. Os tours mais básicos (a pé ou de a bordo de algum veículo) costumam fazer um percorrido pelos principais cartões-postais parisienses: da Catedral de Notre-Dame, que começou a ser construída no século 12 e tem estilo gótico a Torre Eiffel emoldurado pelo Rio Sena - é claro que, depois, vale a pena voltar e conhecê-las com calma.
  
Por outro lado, para perspectiva diferente da cidade, pode ser interessante fazer um dos muitos cruzeiros disponíveis pelo Sena. Entretanto se a ideia e ter uma visão geral da cidade de cima, o ideal é visitar a Torre Montparnasse, único grande prédio da região central. O último andar, aberto para o público, mostra o skyline parisiense, especialmente bonito ao entardecer. 

Outra  atração muito popular da capital francesa é o Arco do Triunfo, construído por Napoleão como um símbolo da vitória francesa no século 19. Apesar de não ser tão alto, ao subir ali, o turista consegue ver esse pedaço curioso do destino:  a Place d'Etoile e as 12 vias que partem do local. E dali, mais 15 minutos de carro levam a Ópera Garnier, o incrível teatro que mistura diversos estilos arquitetônicos (como barroco e renascentista) e hoje figura entre a lista de principais monumentos da Cidade Luz.
  
Além disso, o simples ato de passear por seus boulevares, pontes e parques já é um programa delicioso. Nada mal descer a Champs-Elysées, a mais famosa avenida do mundo, até Place de la Concorde - no caminho, muitas árvores, lojas e restaurantes. Já os Jardins de Luxemburgo são um clássico reduto dos apaixonados, com suas centenas de canteiros de flores no inspirador Castelo de Luxemburgo. Com direito a laguinho e muitas crianças, o Jardim das Tulherias, é ideal para programas em família, como um piquenique em seus gramados.
 
Em relação aos museus, a cidade está extremamente bem-servida. O mais icônico é o Museu do Louvre, onde está Monalisa (ou, Gioconda) e a Virgem das Rochas de da Vinci e milhares de outras obras, entre pinturas, de diversos períodos históricos. Também vale conhecer o Musée d'Orsay com pinturas, esculturas, fotografias, artes gráficas e decorativas, datadas entre 1848 e 1914. Há ainda o Museu Rodin, instalado em uma bela construção do século 18, com obras do escultor francês Auguste Rodin.  

Além disso, Paris também tem seu próprio Panteão (com fachada nos moldes do endereço romano). Ele foi construído sob as ordens Louis XV que usou o monumento como forma de agradecer a Deus pela sua saúde. Atualmente, mais do que igreja, também é onde estão enterrados gênios como Voltaire e Victor Hugo. Ele está no Quartier Latin, um dos bairros mais famosos da cidade por conta  dos diversos bares, restaurantes e livrarias. Já na região conhecida como Montmartre, que tem atmosfera ainda mais boêmia, a protagonista é a Sacré Couer. Para subir ao domo dessa igreja e poder admirar a cidade, é preciso enfrentar mais de 300 degraus (não há elevador), mas a vista é uma boa recompensa.

A viagem continua a aproximadamente 300 quilômetros de distância, em Bruxelas. São muitos os motivos para incluir a capital da Bélgica ao roteiro, entre eles, seus chocolates, cervejas e cenário artístico. Mas no quesito ousadia arquitetônica, o prêmio vai para o Atomium, o símbolo local que é a representação de um átomo de ferro ampliado 165 milhões de vezes. Dá para andar por dentro das esferas e dos tubos e conferir a exposição permanente sobre a história da construção. Ele ainda possui uma plataforma panorâmica de onde se tem vistas belíssimas do destino.  

Dali, vale a pena seguir até a Mini Europe, um conjunto com mais de 300 miniaturas construídas na escala de 1:25. Elas representam os principais pontos turísticos da Europa, como o Coliseu, Acrópole ateniense, o Big Ben, entre outros. Vale lembrar que Bruxelas é daqueles lugares projetados para ser explorado a pé. Existem basicamente duas áreas principais: a cidade baixa que estende-se ao redor da concorrida Grand Place; e a parque alta, onde estão os bairros mais elegantes no entorno do Parque de Bruxelas. Um bom ponto de partida é a própria Grand Place, a típica praça europeia com aquele clima agradável dos cafés, bares e restaurantes bacanas, além de tentadoras lojas de chocolate. Ali dá para provar a famosa batata frita belga.

Uma fatia grande da área é tomada pelo Hotel de Ville, construção gótica e do século 15 que está entre os mais belos da Bélgica. Atualmente é sede da prefeitura e seu chamariz é o Salão de Maximiliano com suas tapeçarias centenárias. Do lado oposto, fica o Museu Ville, aberto na Maison du Roi, uma antiga prisão. Lá estão reunidos trajes confeccionados para a estátua do Manneken Pis, a famosa escultura de um menino fazendo xixi que costuma adornar um fonte da capital. Já o Museu de Belas Artes reúne mais de seis séculos de arte belga e internacional.

Na divisa com a parte alta da cidade, outra área bastante interessante é  Praça Sablon. Ela concentra um bom número de antiquários, lojas de todos os tipos, restaurantes, além de bares que servem cervejas belgas até nas primeiras horas da manhã. Ótimo lugar para almoçar ou fazer uma pausa durante o dia e, depois, o passeio segue até a igreja gótica Notre-Dame du Sablon para conferir os belos vitrais da construção.
 
E, a 200 quilômetros de Bruxelas, outra capital atrai a atenção dos viajantes: Amsterdã, na Holanda, que está longe de ser um destino apenas para jovens, pois agrada a todos com seu alto-astral e cultura. Quem a escolhe como destino está muito mais interessado em suas ruas e canais charmosos, no clima relax e nos passeios de bike, do que propriamente nos cafés esfumaçados e no bairro da luz vermelha (onde é possível ver as famosas cenas das mulheres em vitrines).

Obviamente, esses lugares ainda são clássicos da cidade, assim como o Begijnhof, um conjunto de casas construído para uma irmandade católica. Entre as fileiras, destaca-se a casa de número 34, a mais antiga residência de Amsterdã, datada de 1420. Ela ainda mantém os frontões de madeira, comuns nas edificações da época, mas que foram proibidos em 1521, desde que um grande incêndio acometeu a região.
  
Outro exemplo é o Koninklijk Paleis, edifício de arenito erguido no século 17 para ser a sede da prefeitura. Até hoje, a família real holandesa utiliza o espaço para alguns eventos formais. Além disso, coladinha ao palácio, está a Igreja Nova (Nieuvwe Kerk) que começou a ser erguida em 1385. Ambos ficam na movimentada Praça Dam, que compreende ainda diversos restaurante e bares, o ponto de encontro entre os turistas.
  
Por outro lado, no século 20, a metrópole foi sacudida por uma onda arquitetônica que lhe deu novos ares. As linhas modernas de design estão expressas em construções famosas como o Museu Van Gogh (na coleção, 200 pinturas, 500 desenhos e mais de 800 do artista)  um contraponto ao estilo gótico da Oude Kerk (Igreja Velha), dos anos 1500. Para observar as linhas das construções que definem a metrópole, o tour de barco feito pelos canais sai na frente como uma das melhores alternativas. Quem quiser se aprofundar no assunto deve visitar o Centro de Arquitetura (Arcam), que organiza visitas guiadas aos principais marcos da cidade e o edifício em si já é uma grande atração: são três andares envidraçados e moldados em metal retorcido.
  
No quesito orgulho nacional também aparece na lista o Museu Rijks, com 1 milhão de obras. É impossível apreciar todo o seu acervo em uma única visita, então o ideal é priorizar as salas com as pinturas holandesas do século 17 para ver, entre outros nomes, Vermeer, Frans Hals e Rembrandt (vale programar também uma visita a casa onde ele viveu e trabalhou por mais de duas década). Há ainda o Museu de Anne Frank, endereço onde uma jovem judia e se escondeu com a família durante a Segunda Guerra Mundial - depois de um vídeo introdutório, os visitantes passam pela estante de livros removível e entram no esconderijo.

Desde a capital holandesa, o roteiro pelo continente europeu pode continuar em Colônia, charmoso destino alemão a menos de três horas de distância. Sua construção mais icônica é uma catedral gótica, finalizada no final do século 19 depois de mais de 600 anos de obras. Com cerca de 150 metros de altura, tem a segunda maior torre de igreja da Europa e também é famosa por abrigar artefatos religioso importantes, como o bastão e a corrente de São Pedro. Além disso, tem belos vitrais nas janelas, entalhes em madeira no coro e diversas  pinturas do século 14.
 
Perto do monumento está outra importante atração turística, o Museu Ludwig com impressionante acervo de arte moderna e contemporânea - entre as obras expostas, Maybe de Roy Lichtenstein e Brillo Boxes de Andy Warhol. Nessa região fica também o Museu do Chocolate que tem dois andares e mais de 2 mil objetos. Ele apresenta a história e também como o doce é fabricado. Com mais tempo, o turista também deve explorar as doze igrejas românicas também na parte antiga da cidade.
 
Outro atrativo de Colônia é fato de que a cidade é um bom ponto de partida para um cruzeiro pelo Rio Reno. À bordo da embarcação o turista, passa por áreas charmosas cheias de verde, cultura, fortalezas e até castelos. Vale lembrar que ela faz parte de um conjunto de destinos alemães chamado de Cidades Mágicas, que compreende também Frankfurt, a 200 quilômetros dali. Centro financeiro do continente, a cidade combina a boa infraestrutura com o rico legado cultural e histórico, junção que faz dela um dos lugares com melhor qualidade de vida do mundo.
  
A principal área turística de Frankfurt é o centro histórico, conhecido como Altstadt, que reúne uma série de construções e monumentos construídos há séculos. Um dos mais importantes deles é a Catedral do Imperador, com sua torre de 95 metros se destacando entre os demais. Como sofreu muitos danos durante a Segunda Guerra Mundial, passou por um processo de reconstrução de 1950 a 1953. Outro endereço que precisou ser reformado depois do conflito é a Alte Oper, a quinze minutos dali. Do século 19, também possui traços arquitônicos muito bonitos, principalmente à noite, quando o monumento está iluminado. Quem quiser pode, além de observar o exterior, aproveitar para ver shows, concertos e apresentações.
  
Frankfurt também é conhecida no mundo como a cidade natal de Johann Wolfgang von Goethe, ou apenas Goethe, importante autor do romantismo alemão. E ela celebra seu ilustre cidadão com atrações como a escultura do escritor e a casa onde ele nasceu. Na rua Großer Hirschgraben, a construção mantém suas formas originas e agora é sede do Museu de Goethe - lá é possível visitar, por exemplo, o quarto onde ele estudava.
 
Ainda em relação aos museus, também está em destaque o Städel por conta do vasto acervo. São mais de 3 mil pinturas, 600 esculturas, milhares de fotografias e desenhos que oferecem um panorama da produção artística europeia da Idade Média até os dias atuais. Já o Jardim Botânico de Frankfurt apresenta outra vertente da cidade, com 20 hectares de belas áreas verdes (há, inclusive, uma excelente coleção de plantas tropicais) e até estufa. 

Melhor época para viajar

A temporada de férias na Europa é durante o verão, entre junho e agosto, mais ou menos: por conta disso, a alta temporada dos destinos costuma coincidir com esse período. Contudo, Paris é bela em todas as estações do ano, cada uma dá um toque diferente aos destino. Mas é na estação mais quente do ano que tudo está em pleno funcionamento e acontecem eventos a céu aberto e as temperaturas máximas podem ficar acima dos 35ºC. No inverno, a proximidade com as festas de fim de ano garantem um charme extra com a iluminação e decoração especial da época. Bruxelas tem o mesmo perfil, mais movimento perto do meio do ano, porém as temperaturas por aqui não são tão altas, giram em torno dos 20ºC. Além disso, faz frio de novembro a março, com temperaturas entre 0ºC e 6ºC.  Já Amsterdã também é agradável o ano todo, mas fica fervendo mesmo durante o verão,  pois até meados do outono, os dias são mais longos do que no restante do ano - então os turistas aproveitam para passear, conhecer atrações históricas e bater papo nas mesinhas das calçadas. As temperaturas ficam próximas a casa dos  20ºC. Vale lembrar, no entanto, que é entre março e abril que ocorrem a floração das tulipas, as flores simbólicas do país. E, em Frankfurt e Colônia, o clima é quente e úmido durante o verão (entre junho e setembro), com temperaturas médias de 30ºC. Já na primavera e outono, o clima é ameno sem temperaturas extremas. E, no inverno, é preciso estar preparado para encarar o frio, pois as mínimas geralmente são negativas. 

Como chegar

Ponto de partida de muitos roteiros pelo velho mundo, Paris tem dois aeroporto na região metropolitana. O maior é o Charles de Gaulle, que também leva o título de mais importante do continente e está a 50 minutos de atrações como o Museu do Louvre. Há ainda o Aeroporto de Paris-Orly, mais próximo, a meia hora de distância do centro da cidade. Ambos estão a aproximadamente três horas de Bruxelas. Contudo, a capital belga também tem um aeroporto próprio, a poucos minutos da famosa Grand Place. Já nos arredores de Amsterdã está o principal aeroporto da Holanda, o Amsterdam Airport Schiphol que fica a aproximadamente 15 quilômetros de importantes cartões postais: Begijnhof, Museu Van Gogh e Praça Dam.  Em Frankfurt, na Alemanha, os turistas desembarcam a cerca de 30 minutos do centro histórico no aeroporto da cidade.   

Onde ficar

Como acontece em boa parte dos destinos europeus, poder ir a pé às principais atrações turísticas é um diferencial na hora de escolher onde se hospedar em Paris, Bruxelas, Amsterdã ou Frankfurt. Na capital francesa, por exemplo, o entorno de endereços como o Museu do Louvre ou Ópera de Paris é uma boa escolha. Na Bélgica, a região da Grand Place é a melhor alternativa, mas dependendo da época e do orçamento pode ser um pouco salgada. O bairro de Saint-Gilles, a poucos quilômetros de distância, costuma oferece algumas opções mais baratas. Já Amsterdã possui diversas áreas interessantes para se hospedar e com fácil acesso aos principais atrativos: perto da Estação Central de Trens, ou das praças Leidse, Rembrandt e Dam são algumas. E, em Frankfurt, são os hotéis da zona perto da Catedral, no centro histórico, que merecem destaque.   

Dica do especialista

Em  Louvaine-la-Neuve, a 30 quilômetros de Bruxelas, o Museu Hergé celebra o desenhista mais famoso da Bélgica. Pelas salas os visitantes podem acompanhar como foi sua carreira e o desenvolvimento de seus personagens de maior sucesso, como Tintin. Dezenas de desenhos originais, 800 fotografias e objetos pessoais compõem o arquivo. Um espaço para ver que Hergé, além de “quadrinista”, era também designer e ilustrador. 

Saiba como chegar

Clique no mapa para visualizar

 
Cadastre-se em nossa Newsletter
OK
Cancelamento Gratis

Cancelamento Grátis

Consulte condições

Atendimento Whatsapp

Fale Agora

WhatsApp

(21) 99971-2120

Seg-Sex 9h às 18h

Voltar ao Topo
Fechar