Descubra Europa Central: Praga, Viena e Budapeste

Uma das vantagens de viajar pela Europa é a facilidade de combinar diferentes países em roteiros cheio de cultura, história e boa gastronomia, por conta da proximidade. Na Europa Central, um dos combos mais procurados pelos turistas é composto por três belas capitais: Praga, na República Tcheca; Budapeste, na Hungria; e Viena, na Áustria. O trajeto que passa pelas três tem menos de 600 quilômetros.

Praga é centro político, cultural e econômico de um país relativamente recente: a República Tcheca surgiu no começo dos anos 1990, após a separação da Eslováquia e fim do comunismo. Sua área urbana divide-se em dez grandes distritos, mas os turísticos e mais visitados são Praha 1 e Praha 2, pois concentram pontes, igrejas, torres e cúpulas douradas que se refletem há mais de dez séculos na superfície do rio Vltava. Um dos protagonistas do cenário é o Museu Nacional de Praga, do renascimento tcheco de 1818, que tem de fósseis e objetos pré-históricos a pedras preciosas. Vale lembrar que essa é uma das poucas capitais europeias que quase não sofreu danos durante a Segunda Guerra Mundial.   
  
Um passeio pelo destino costuma começar pelo centro antigo, boa parte tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É por ali que fica a Praça do Relógio Astronômico. Na região, estão belas construções do séculos 12, além do próprio relógio, atraindo olhares admirados. Todos os dias, visitantes se aglomeram para apreciar o “espetáculo da hora cheia”, quando o mecanismo faz imagens de santos saírem por uma janelinha para badalar os sinos do relógio. Em seguida, um soldado vestido à moda da Renascença toca a trombeta no alto da torre. E esse não é seu único atrativo, já que dá pra subir ao topo. É preciso pagar ingresso e pegar uma fila, mas vale muito a pena, já que de lá se tem uma vista completa de toda a metrópole.

Ainda no centro ficam várias igrejas imponentes. A mais importante é a Nossa Senhora de Tyn, templo erguido em 1427 com arquitetura gótica por fora e decoração barroca por dentro. Por outro lado, dez minutos de caminhada em direção ao bairro judeu leva a outra construção religiosa interessante, a Sinagoga Espanhola. Apesar de pequena, é incrivelmente bela por dentro, com seus milhares de mosaicos dourados cobrindo paredes e o teto, no melhor estilo mediterrâneo.
  
A ligação entre o centro e a parte alta da cidade (o chamado Castelo de Praga) é a Ponte Carlos (Karluv Most, em tcheco) – a mais antiga da metrópole, do século 14. Ela cruza o rio Vltava e apenas pedestres podem desfrutá-la. Assim, fica lotada de artistas e turistas ávidos por fotografar ambas as margens do rio. 

Uma vez do outro lado, você tem acesso ao Castelo de Praga. Apesar do nome, não se trata exatamente de um castelo, mas sim de um complexo de construções antigas dispostas no alto de uma colina. Entre seus destaques, está a Catedral de São Vito,  enorme e dividida em vários ambientes. Imperdível lá dentro é apreciar a intrincada decoração da Capela de São Venceslau (Svatováclavská kaple) e a tumba dos antigos reis Tchecos – o país já foi uma monarquia, em tempos remotos.  O passeio costuma terminar  na Rua do Ouro, cheia de lojinhas e galerias de arte que ocupam antigas moradias de mais de 400 anos na sua maioria. Essa via desce em direção ao bairro vizinho de Mala Strana, onde o verde domina.

Já a face moderna de Praga está bem representada pelo Dancing House, um edifício de linhas tortuosas, às margens do rio Vltava. Projetado pelo célebre arquiteto canadense Frank Ghery em 1992, ele causa espanto pelas formas ousadas – seu apelido é Ginger & Fred, por lembrar um casal dançarino à moda dos americanos Ginger Rogers e Fred Astaire.
 
Depois, a cerca de 300 quilômetros, está Viena, a capital da Áustria com seus agradáveis e floridos bairros residenciais, o impecável sistema de transportes e os serviços públicos de primeiríssima. Além, é claro, dos palácios medievais, catedrais góticas, intensa vida cultural, exposições, museus e parques.  

Alguns dos monumentos mais famosos e populares estão na avenida que contorna a cidade, a Ringstrasse. Um deles é a Stephansdom – a catedral de São Estêvão, construída no século 12 e reformada após a Segunda Guerra Mundial. Ela tem estilo gótico, telhado colorido e uma torre com 136 metros de altura.

E Viena está intimamente ligada a elegância das óperas, dos concertos e dos balés. Às margens do Rio Danúbio, ela deu à luz gênios da música como Strauss e Schubert, além de abrigar por anos Mozart e Brahms. Essa trajetória segue vive nas apresentações que estão entre os grandes atrativos da cidade e acontecem em lugares consagrados como Ópera de Viena e o Theater an der Wien. Além disso, a casa do compositor do Danúbio Azul está preservada até hoje, com instrumentos musicais, partituras e objetos pessoais expostos ao público. Da mesma forma que as de Mozart e Beethoven.
 
Evocando os tempos da imperatriz Elisabeth da Baviera, a “Sissi", a cidade mantém viva também a tradição de bailes: a cada ano, promove mais de 450 deles e o auge da temporada é em janeiro e fevereiro. Há ingressos de preços variados e os turistas se divertem dançando valsas famosas em ambientes que, de fato, parecem ser uma viagem ao passado. Os Concertos de Ano Novo também são uma tradição local que atrai milhares de visitantes, sobretudo aqueles realizados na sede da orquestra filarmônica, a Musikverein.
   
Como cultura é muito forte por aqui, não surpreende que Viena tenha um bairro dedicado a museus. É o MuseumsQuartier, onde se concentram sete dos principais da capital, como o clássico Leopold Museum, reduto da arte acadêmica austríaca. Contudo, quem curte esse tipo de programa deve ir além dessa região para explorar também o endereço dedicado ao artista vienense Gustav Klimt, modernista famoso pela obra O Beijo. Outro destaque é o Museu Albertina, antigo palácio dos monarcas Habsburgos que apresenta obras de Picasso, Monet, Cezanne, entre outros.
 
Também vale a pena visitar o Schönbrunn, apelidado de o “Palácio de Versalhes de Viena”. Inaugurado em 1638, foi residência de verão da família real até 1918, é cercado por jardins franceses e tem ao seu lado o mais antigo zoológico público do mundo, o Tiergarten Schönbrunn. Ótimo programa para quem viaja com os filhos. Já os apartamentos imperiais (Kaiserappartements) serviram como residência do imperador Francisco José e a imperatriz Sissi, no século 19, e mantém vários detalhes originais da época e preciosidades como a Coleção Imperial de Porcelana e Prata.
  
Contrastando com tudo isso, o bairro Gürtel apresenta a Viena ao século 21, com suas ruas de compras repletas de lojinhas descoladas, boutiques famosas e casas noturnas onde a juventude se diverte até a madrugada ao som da música eletrônica.  

Mais 250 quilômetros pelas estradas europeias  levam a Budapeste, na Hungria. Ela é, na verdade, a união de duas cidades: Buda – a região repleta de colinas na margem oeste do Danúbio – e Peste – a área plana a leste do rio. A combinação faz dessa capital uma das mais interessantes da Europa, cheia de história, cantinhos bacanas e monumentos de encher os olhos para visitar.   

Nenhum ponto provoca tanto orgulho nos habitantes de Budapeste quanto a Avenida Andrássy, construída nos moldes da Champs-Élysées, de Paris. Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, ela ostenta calçadas arborizadas, mansões neorrenascentistas e pontos notáveis como a Casa da Ópera, reconhecidamente uma das mais bonitas do mundo, rival da Ópera de Viena.  
 
No final da Avenida Andrássy, ficam três atrações imperdíveis. A primeira é a Praça dos Heróis, ladeada pelo Museu de Belas Artes e pelo Palácio da Arte.  Depois, surge o Circo de Budapeste (F városi Nagycirkusz), o único circo fixo em toda a Europa Central. E ao seu lado o Vidam Park, mais tradicional parque de diversões da metrópole, inaugurado em 1950. Lá, ainda está o Spa Szécheny, complexo de piscinas externas e internas com águas quentes sulfurosas.
  
Outro símbolo local é o Parlamento, que foi erguido em Peste, debruçando-se sobre o Danúbio, de modo a ser visto de forma inconfundível de qualquer ponto da margem oposta. Projetado em 1896, à semelhança do britânico Palácio de Westminster, para comemorar o milésimo aniversário da chegada dos cavaleiros magiares – os fundadores do país - é uma das atrações mais visitadas do destino. No interior, um dos destaques é a Coroa Sagrada da Hungria, que era usada pelos monarcas do país até a chegada da república, em 1918.  

Também imperdível, o Castelo de Buda foi a antiga morada dos imperadores, erguida em 1265 nas colinas e remodelada diversas vezes ao longo dos séculos. Ele ainda pode ser visitado e inclui em suas dependências a Galeria Nacional, que reúne o que há de melhor na arte húngara. E, não muito longe dele, desponta na paisagem outra pérola arquitetônica: o Bastião dos Pescadores, um terraço em estilo neogótico de onde se tem a melhor vista panorâmica da metrópole.
  
Ao ver toda a grandiosidade da arquitetura o turista pode até não perceber, mas, ao contrário de Praga ou Viena, Budapeste foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. E também depois dela, quando, em 1956, um levante popular tentou sem sucesso tirar o país do Comunismo. Ainda hoje algumas cicatrizes permanecem, como furos de balas, mas a cidade se reconstruiu ao longo dos anos.   

O Palácio Real de Gödöllô (Gödöll i Királi Kastély, em húngaro), situado nos arredores da cidade, é um exemplo disso. Ele foi, no século 19, um dos lugares mais importantes do Império austro-húngaro, mas acabou semidestruído no conflito que durou entre 1939-1945 e se tornou um simples quartel. Uma extensa reforma iniciada nos anos 90 o trouxe de volta a seus dias de gloria. Rodeado por um parque, tem 23 cômodos, uma igreja, um teatro, uma estufa de flores e o incrível salão coberto onde Sissi praticava hipismo, mesmo no inverno.  

Para finalizar o roteiro,  é importante arrumar um tempinho para visitar a Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika), uma das principais de Budapeste - belo exemplo da arquitetura neoclássica, com uma cúpula de 96 metros de altura. Seu interior é decorado com mosaicos e filas se formam para ver a mão direita mumificada de Estêvão I, o primeiro rei da Hungria. Ou Santo Estevão, já que foi canonizado pela Igreja Católica por ter convertido seu povo do paganismo ao cristianismo, no século 11.  

Melhor época para viajar

Praga tem as quatro estações muito bem definidas. Portanto, espere calor na faixa de 30ºC no auge do verão (julho e agosto) e frio abaixo de zero, com neve, no inverno (dezembro a março). Viena apresenta invernos com muita chuva e neve, podendo chegar até -2ºC nos meses de janeiro e fevereiro. Os meses mais quentes são entre junho e agosto, quando as temperaturas chegam até 26ºC. Em Budapeste faz muito calor de junho a setembro. O inverno é rigoroso de dezembro a março.  

Como chegar

Um dos principais da Europa Central, o Aeroporto Internacional Praga está a cerca de 20 quilômetros do centro da República Tcheca. Ele também serve como porta de entrada para as outras capitais: Viena, na Áustria, está a cerca de 300 quilômetros. Já Budapeste, na Hungria, fica a cerca de 500 quilômetros. O trajeto que passa pelas três tem menos de 600 quilômetros.  

Onde ficar

A região toda do Staré Mesto, em Praga, é repleta de cafés e restaurantes - difícil escolher o mais charmoso - além de pequenos hotéis instalados em construções centenárias. Às margens do rio Vltava, também há opções mais sofisticadas e ainda próximas ao centro histórico. Na capital da Áustria, muitas das opções de acomodação se estendem pela avenida que contorna a cidade, a Ringstrasse, dentro do centro e no MuseumsQuartier.  Em Budapeste, o ideal é ficar na região central para ir caminhando a alguns dos principais cartões-postais da cidade e pelos arredores da Avenida Andrássy, que reúne de opções bem sofisticadas a algumas mais simples.

Dica do especialista

Em Budapeste, uma experiência genuinamente húngara é visitar o Mercado Central, um  belo edifício de 1896, com arquitetura inspirada nas obras de Gustav Eiffel. Ele tem banquinhas que vendem desde o tempero mais tradicionalmente magiar – a páprica – até as conservas típicas de repolho e o raro tokaji – vinho para servir com sobremesas feito de uvas que só existem na Hungria.

Saiba como chegar
 
Cadastre-se em nossa Newsletter
OK
Cancelamento Gratis

Cancelamento Grátis

Consulte condições

Atendimento Whatsapp

Fale Agora

WhatsApp

(21) 99971-2120

Seg-Sex 9h às 18h

Consultoras Online

ou se preferir

Consultoras Online

Voltar ao Topo
Fechar