Descubra Chile

Dentre os países da América do Sul, o Chile é talvez o que compreenda os cenários mais distintos em cada parte do território. De um dos desertos mais áridos do mundo, o Atacama, a estações de esqui e belas vinícolas. Ele é um daqueles lugares para visitar várias vezes e, ainda assim, sempre se surpreender.

O primeiro contato que muita gente tem com o país é a capital, afinal é comum fazer conexão ali para chegar a qualquer outra parte do território chileno. De qualquer forma, Santiago também é um destino por si só, justificando uma viagem apenas para a cidade e seus arredores. Ao pé da Cordilheira dos Andes, foi descoberta pelo colonizador espanhol Pedro de Valdivia, em 1541, e atualmente é uma das principais metrópoles latinas

Nela convivem em harmonia edifícios históricos – como Palácio de La Moneda e a Catedral Metropolitana – com lojas sofisticadas, centros comerciais e prédios modernos. Verde também tem vez no Parque Metropolitano, o nome oficial da área que compreende o morro San Cristóbal, entre outros. Para chegar ao alto dele, há várias opções de caminhadas ao funicular e o teleférico. Lá de cima, o turista é agraciado com uma imponente vista panorâmica de Santiago.

A cidade ainda pode ser considerada um polo gastronômico, afinal há diversas opções de restaurantes, bares, além do Mercado Central que tem um pouco de tudo. Muita carne vermelha, frutos do mar (um dos destaques é o caranguejo gigante centolla) e peixes como salmão e corvina compõem o cardápio nacional. E os amantes da boa mesa que também apreciam os vinhos de qualidade produzidos no país podem incluir visitas a algumas vinícolas no roteiro.

A menos de uma hora da capital, em Pirque, fica a famosa Viña Concha Y Toro que foi fundada em 1883. Como é de praxe nesse tipo de programa, há tour pelas instalações e degustação dos rótulos locais. Contudo, quem quer se aprofundar mais no assunto deve considerar passar alguns dias no Vale do Colchagua, por exemplo. Ele fica um pouco mais longe, a duas horas de Santiago e possui diversas vinícolas abertas a visitação.

Essa área  se consagrou no ramo, com tradição que vem do século 19, quando uvas europeias começaram a ser cultivadas em terroir chileno. As propriedades da região apostam em atividades diferentes: dá para ser enólogo por um dia, fazer passeios de bike ou a cavalo pelos vinhedos, piqueniques ao ar livre, além do tradicional combo tour e degustação.

De volta a Santiago, vale lembrar que ela rende outros ótimos passeios. Um deles é a cidade portuária de Valparaíso, que está a 116 quilômetros de distância. Ela é Patrimônio da Unesco e se tornou um cartão postal com suas casinhas coloridas espalhadas pelos morros. Ali está a La Sebastiana, uma das antigas residências do poeta Pablo Neruda (1904-1973) - as outras duas ficam em Santiago e Isla Negra. Inaugurada oficialmente em 1961, foi tema de poema do autor e, em 1991, se transformou em museu com mapas antigos, pinturas e mobiliário da época.

E, saindo de Valparaíso, mais 15 minutos de carro sentido norte levam a Viña del Mar com seu icônico relógio de flores. Ao visitá-lo, o turista deve aproveitar a proximidade e conhecer o Museu de Belas Artes da cidade, instalado na antiga mansão da família que fundou a cidade no final do século 19. Outro endereço popular é o cassino, no início da avenida Peru.  Além disso, a cidade está na costa chilena e conta com boas praias para os padrões do país. A Reñaca, por exemplo, tem boas ondas, infraestrutura e é popular.

Ambas são mais agradáveis durante o verão, mas tudo bem, afinal o inverno presenteia a região com a chegada da neve e, consequentemente,  estações de esqui em pleno funcionamento. A maior delas é a Valle Nevado – Ski Resort, a cerca de 50 quilômetros de Santiago, com escolinhas de esqui e snowboard (em versões para crianças, adultos e pessoas com alguma deficiência física), hotéis, restaurantes e bares - nos meses mais quentes também está parcialmente aberta para caminhadas, passeio no teleférico e cavalgadas.

Contudo, o Chile é um país e grande e, obviamente, existem outras regiões propícias para a prática de esportes de neve. Pertinho da Argentina, 147 quilômetros a nordeste da capital, está Portillo. É mais arrojada e bastante frequentada por europeus, além dos regulares turistas latinos. São 35 pistas divididas em quatro diferentes níveis, entre fácil e muito difícil.

Mais ao sul do país, o Corralco – Mountains & Ski Resort é um dos destaques, na encosta sudeste do Vulcão Lonquimay dentro de uma Reserva Nacional. Ele conta com 26 pistas divididas como principiantes, intermediárias e avançadas. Além de esqui e snowboard, promove caminhadas pela neve. E, durante o verão também está aberto a visitação, com trilhas em meio as Araucárias, caiaque, passeios a cavalo, entre outros.

Os amantes de natureza e atividades ao ar livre também podem fazer um roteiro combinando Pucón e Vilarrica, próximas ao lago e vulcão com o mesmo nome da segunda cidade citada. Por ali, rafting, caminhada e mergulho são atividades bem comuns, assim como uma visita aos centros termais da área, em especial as Termas Geométricas: ela tem mais de sessenta fontes com água naturalmente quente, onde os turistas podem se banhar.

Ainda mais ao sul do Chile, a região dos Lagos também é um destino para quem aprecia atividades ao ar livre, muito verde e belezas naturais. Com o benefício extra da herança deixada pelos fundadores suíços e alemães. Dentre as principais cidades às margens do Lago Llanquihue, estão Puerto Varas, famosa pelas flores que enfeitam suas ruas e a colorida Igreja Del Sagrado Corazón de Jesus; e Frutillar, ali pertinho, que tem praia de areias e oferece vistas privilegiadas dos vulcões Osorno, Puntiagudo e Tronador.
  
A cerca de 20 quilômetros de distância, Puerto Montt tem economia baseada no turismo e pesca de salmão, além de ser um ponto de partida comum para embarcações rumo a ao arquipélago de Chiloé. Ele é conhecido principalmente pela Isla Grande de Chiloé, com belos cenários verdes ideais para trekking nos seus Parques Nacionais – com direito a admirar raposas, cervos e aves pelo caminho. As coloridas palafitas, casas feitas em pilares sobre as águas, também são bem características da região.
  
Por outro lado, de Puerto Montt também é possível começar a percorrer a famosa Carretera Austral, estrada cênica de 200 quilômetros margeada por matas, rios, lagos, montanhas e outras belezas naturais que leva a Vila O’Higgins, na Patagônia. Por ali, um dos highlights é o Parque Nacional Bernardo O’Higgins com glaciar e lago de mesmo nome.
  
Entretanto, Patagônia é muito mais que isso e um dos seus pontos mais icônicos é o Parque Torres del Paine, reservas da Biosfera pela Unesco, e paraíso dos amantes de aventura. Glaciares (como o imponente Grey), lagoas e uma famosa cadeia de montanhas compõem a paisagem quase intocada. Em algumas épocas do ano, há a opção de fazer caminhadas de vários dias pelo parque, mas o programa é intenso e exige preparo.
 
Mudando completamente de cenário, o Atacama é um dos desertos mais secos do mundo e fica no norte, a outra ponta do Chile.  Ao chegar, o turista leva um tempo para se acostumar com a altitude local, mas tomar chá de coca ou mascar a folha da planta costuma ajudar. O imperdível passeio pelos Gêiseres de Tatio é o que mais costuma exigir dos pulmões.
  
Em muitos passeios, como os pelo Vale da Lua e Vale da Morte, o turista tem a impressão de estar em meio a um filme de ficção científica por conta das dunas e formações rochosas monocromáticas características da região. Contudo, o azul também tem vez por aqui, nas lagunas Miñiques e Miscanti, por exemplo. A base para explorar a região é Vila San Pedro de Atacama e seus arredores. Não é uma cidade propriamente dita, mas tem o essencial – lojas, restaurantes, bares e farmácias – na calle Caracoles.

E o Chile não acaba por aí, afinal não dá para falar do país sem pensar na icônica Ilha de Páscoa. Sua paisagem ganhou fama por conta das estátuas gigantes de pedras vulcânicas, os moais, herança dos povos de origem polinésia que já viveram aqui. Ela conta ainda com praias de areia rosada, piscinas naturais, vulcões e cavernas no cenário místico que se tornou um dos principais cartões de visitas dessa terra latina tão multifacetada.   

Galeria de Imagens

Melhor época para viajar

Santiago é um destino para ser visitado a qualquer época do ano, mas as vizinhas Viña del Mar e Valparaíso são mais atrativas no verão. Por outro lado, é no inverno – quando as temperaturas ficam abaixo dos 10oC – que as estações de esqui chilenas, inclusive as próximas da capital, estão em funcionamento. A região do deserto do Atacama também recebe turistas o ano todo, pois conta com dias ensolarados a maior parte do tempo, o que é ótimo para o turismo já que seu maior atrativo são atividades ao ar livre – contudo, hidrate-se bastante no verão, pois as temperaturas ficam facilmente acima dos 35oC. Na região dos Lagos, onde está Puerto Varas e Puerto Montt, faz mais frio, é claro. No verão os termômetros registram  marcas próximas a 20oC, já  no inverno a média é de 7oC e há possibilidade de nevar. Pucón tem sua alta temporada no verão, com temperaturas mais próximas à casa de 30oC, por ser um destino principalmente para atividades ao ar livre. Visitar a região no inverno tem como vantagens os preços mais baixos e a possibilidade de ver neve. A Ilha de Páscoa tem temperaturas agradáveis o ano todo,  mas maio costuma ser o mês mais chuvoso.

Como chegar

Como qualquer grande cidade, Santiago tem diversas áreas agradáveis para acomodar seus visitantes. No centro, o viajante fica perto dos principais monumentos históricos e hotéis com bom custo-benefício, por outro lado, é uma zona muito movimentada e isso pode incomodar quem  associa férias a tranquilidade. Para continuar a ter fácil acesso aos cartões-postais e fugir do burburinho, melhor optar pelo bairro da Providencia, que conta com boa vida noturna, diversas opções gastronômicas e comércio. Ainda perto do centro, outras alternativas são o boêmio Bellavista e, um pouco mais distante, Las Condes que tem ares mais nobres. Mas se o objetivo da viagem é esquiar, as estações como Valle Nevado e Corralco – Mountains & Ski Resort têm hotéis próprios para atender a demanda.

Já na região do Atacama as opções – que vão de hostels a hotéis de alto padrão – se concentram nos arredores do pueblo Vila San Pedro de Atacama. E, dentre as cidades da região dos lagos, uma boa alternativa é ficar na pacata Puerto Varas. Suas principais áreas hoteleiras são o centro, que concentra a vida social do destino, ou a avenida Avenida Vicente Pérez Rosales, perto do lago Llanquihue. Para um roteiro clássico na Patagônia, explorando o Parque Torres del Paine, uma opção é se hospedar nas proximidades dele ou então em Puerto Natales, a 150 quilômetros de distância. A segunda alternativa é melhor para quem quer economizar, além de aproveitar a noite para bater perna nas lojinhas e restaurantes da cidade. Na Ilha de Páscoa o ideal é se hospedar na vila Hanga Roa, que concentra as principais lojas, restaurantes, hotéis e pousadas, assim dá para explorar a área caminhando depois de um dia de passeio pelas belezas naturais da região.

Onde ficar

Como qualquer grande cidade, Santiago tem diversas áreas agradáveis para acomodar seus visitantes. No centro, o viajante fica perto dos principais monumentos históricos e hotéis com bom custo-benefício, por outro lado, é uma zona muito movimentada e isso pode incomodar quem  associa férias a tranquilidade. Para continuar a ter fácil acesso aos cartões-postais e fugir do burburinho, melhor optar pelo bairro da Providencia, que conta com boa vida noturna, diversas opções gastronômicas e comércio. Ainda perto do centro, outras alternativas são o boêmio Bellavista e, um pouco mais distante, Las Condes que tem ares mais nobres.

Mas se o objetivo da viagem é esquiar, as estações como Valle Nevado e Corralco – Mountains & Ski Resort têm hotéis próprios para atender a demanda. Já na região do Atacama as opções – que vão de hostels a hotéis de alto padrão – se concentram nos arredores do pueblo Vila San Pedro de Atacama. E, dentre as cidades da região dos lagos, uma boa alternativa é ficar na pacata Puerto Varas. Suas principais áreas hoteleiras são o centro, que concentra a vida social do destino, ou a avenida Avenida Vicente Pérez Rosales, perto do lago Llanquihue. Para um roteiro clássico na Patagônia, explorando o Parque Torres del Paine, uma opção é se hospedar nas proximidades dele ou então em Puerto Natales, a 150 quilômetros de distância.

A segunda alternativa é melhor para quem quer economizar, além de aproveitar a noite para bater perna nas lojinhas e restaurantes da cidade. Na Ilha de Páscoa o ideal é se hospedar na vila Hanga Roa, que concentra as principais lojas, restaurantes, hotéis e pousadas, assim dá para explorar a área caminhando depois de um dia de passeio pelas belezas naturais da região. 

Dica do especialista

Na Ilha de Páscoa, o visitante precisa pagar uma taxa para ter acesso a determinadas áreas, como Orongo. É possível fazer isso logo ao desembarcar, no aeroporto da ilha. Os valores são diferentes para estrangeiros, chilenos e crianças.  

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