Descubra Bariloche

Alguns destinos latinos são velhos conhecidos dos brasileiros e, ainda assim, extremamente requisitados. Entre bosques, montanhas e lagos, San Carlos de Bariloche, mais conhecida apenas como Bariloche, é um claro exemplo disso. Já na Patagônia Argentina, a cidade pertence ao Parque Nacional Nahuel Huapi, junto a Cordilheira dos Andes. Na prática, isso quer dizer que sobram belezas naturais e motivos para se aventurar ao ar livre. 

A alta temporada local é o inverno, época em que o cenário fica monocromático por conta da neve. E tem até evento especial para celebrar a chegada da estação: a Fiesta Nacional de La Nieve com shows, concurso e eventos esportivos. Parte da comemoração costuma acontecer no Centro Cívico, a principal praça da cidade, famosa pelos prédios de madeira e pedra que remetem a vilas europeias.
   
Esse é o momento em que os turistas desembarcam para curtir, principalmente, as estações como o Cerro Catedral com seus 120 quilômetros de pistas para esqui e snowboard – essa é a maior superfície esquiável da América do Sul – e quarenta meios de elevação. E mesmo quem não tem muito prática pode se divertir na neve com o esquibunda ou ter umas aulinhas na escola de esqui.    

Outra opção é ir ao complexo Piedras Blancas, onde o foco não é o esqui, mas outras atividades como tirolesa e descer a montanha com trenó. O local faz parte da região do Cerro Otto, outra estrela da temporada. Ele tem teleféricos com gondolas panorâmicas e uma ótima confeitaria giratória com vista 360o da região.
 
No restante do ano, a programação muda nestes endereços e passa a incluir trekking, trilhas de bike e até tobogãs (Cerro Catedral). A cada ano Bariloche se esforça para mostrar que é um destino para qualquer estação e, de fato, não é difícil acreditar ao ver o cenário verdinho que é um convite para curtir a natureza.
 
Aliás, quem quer ter um panorama da paisagem local deve fazer o Circuito Chico que contorna o sul do Lago Nahuel Huapi. É um tour de quatro horas para contemplar as belezas locais, parando, por exemplo, no Cerro Campanário, com mais de mil metros de altura. Os mirantes do topo são acessíveis a pé ou de teleférico. O trajeto tem também vários restaurantes, casas de chá, lojas de artesanatos e produtos de beleza com lavanda. 

De volta ao centro de Bariloche, vale a pena conhecer a neogótica Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, de 1946. Dali, quem tem um tempinho extra pode conhecer o Museo Paleontológico, a 10 minutos de caminhada. Ele reúne fosseis de dinossauros e animas que habitaram a região a milhares de anos.

Os turistas que gostam de bater perna uma hora ou outra acabam passando pela Calle Mitre. Essa via concentra a vida social do destino, com lojas de souvenires, chocolates e diversos outros artigos, além de restaurantes, bares e confeitarias. Bariloche conta ainda com alguns cassinos, para quem gosta de apostar, endereços que produzem boas cervejas artesanais e boas boates, principalmente na temporada de inverno. 

Galeria de Imagens

Melhor época para viajar

Bariloche é um destino para ser visitado a qualquer época do ano, a escolha vai depender do que o turista espera da viagem. Quem quer esquiar deve ir na alta temporada, o inverno, quando as temperaturas podem ficar negativas. Durante o resto do ano, a cidade argentina é ótima para atividades ao ar livre pelos lagos e montanhas do cenário. Entre dezembro e março, os termômetros chegam a alcançar a marca de 30oC. 

Como chegar

Os turistas costumam desembarcar em Bariloche no Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, a cerca de 20 minutos do centro da cidade. Ele está a 19 quilômetros do Centro Cívico, a 37 quilômetros do Cerro Catedral e a 81 quilômetros da Villa la Angostura. Lembrando que, saindo do Brasil, é comum precisar fazer escalas no aeroporto de Buenos Aires, capital da Argentina.

Onde ficar

Bariloche se desenvolveu às margens do Lago Nahuel Huapi e se hospedar perto dele, na avenida Exequiel Bustillo pode ser uma boa: a região tem fácil acessos aos cerros da região e, com sorte, o quarto escolhido vai ter uma vista bem bonita. Dependendo da altura do local escolhido para se hospedar é possível que o turista fique um pouco afastado do centro, o que não é um problema se quietude for prioridade. Por outro lado, quem gosta de sair à noite para caminhar em busca diversão, melhor optar pelo centro propriamente dito, nos arredores da rua Mitre. Assim, ficará perto dos principais restaurantes, bares, lojas, boates e cassinos da cidade.  

Dica do especialista

Bariloche pode ser considerada a terra dos chocolates da América do Sul com várias lojas vendendo a iguaria, principalmente na Calle Mitre. Ali, bombons, barrinhas e chocolates em formato diferentes (animais, câmeras e diversos objetos) são um delicioso souvenir. 

Se você vai a Bariloche no inverno, não se preocupe em comprar roupa de neve no Brasil. Lá você vai encontrar lojas de aluguel de roupas que pode ser semanal ou diário. O único item da roupa que deverá ser comprado é a luva, pois desde o surto de H1N1 eles pararam de alugar.

 
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