Descubra Argentina

Dos vizinhos latinos, a Argentina é um dos mais lembrados - e celebrados! - entre os viajantes brasileiros. O país de fato tem encantos suficientes para render muitas viagens: são paisagens diversificadas - do movimento urbano da capital aos vinhedos de Mendoza ou cenários gelados da Patagônia -, muita riqueza cultural e boa gastronomia. E fica mais fácil conhecer tudo isso por conta da proximidade, do Real que costuma estar mais valorizado que o dinheiro local (isso ajuda no orçamento) e a praticidade do idioma, pois mesmo quem não é fluente em espanhol consegue se comunicar por lá, basta ter jogo de cintura.

Com tantos atrativos, a Argentina acaba sendo a primeira experiência internacional de muitos turistas brasileiros. Não por acaso, afinal a capital Buenos Aires está a apenas três horas de voo desde São Paulo. Além de funcionar muito bem como porta de entrada e apresentação do país, consegue divertir e apresentar coisas novas a cada passagem pela cidade: há museus como o Malba, que reúne obras de artista latino-americanos (Frida Kahlo e Tarcila do Amaral, por exemplo); o Parque 3 de Febrero ótimo para tarde ao ar livre, diversas lojas em via famosas como a Calle Florida, bares e restaurantes agradáveis.  

Entre os seus principais símbolos, o Obelisco (inaugurado em 1936 para celebrar os 400 anos de fundação da cidade) é também um ponto de referência, pois está localizado no cruzamento das célebres avenidas 9 de Julio e Corrientes. A partir do encontro das vias, é possível ir a Plaza de Mayo - a mais antiga da cidade -, que está pertinho. Ela é emoldurada por construções icônicas como a Casa Rosada (sede do governo) e a Catedral Metropolitana, edifício neoclássico onde o Papa Francisco realizou missas por mais de duas décadas. Essas atrações estão em Monserrat que, junto ao bairro de San Nicolás, foi a primeira região a ser povoada em Buenos Aires - também é por ali que está o Congresso Nacional, do comecinho do século 20.
  
Vale lembrar que a capital portenha tem bairros com características bem particulares. Puerto Madero, por exemplo,  é o mais jovem de Buenos Aires. Simbolizado pela Puente de La Mujer, é uma zona portuária que foi planejada no fim do século 19 e, hoje, é um polo gastronômico e bom lugar para sair à noite: lá há vários restaurantes para provar a parilla (churrasco argentino), casas de espetáculo especializadas em shows de tango e cassino.
 
Por outro lado, o bairro La Boca é marcado pelas construções coloridas do Caminito e o estádio La Bombonera - casa do Boca Juniors; San Telmo tem como ponto central a Praça Dorrego, onde acontece a famosa feira de antiguidades e artesanato; Palermo é mais cool, com lojas de designers descolados, bares e restaurantes; e a Recoleta, com perfil mais sofisticado.
  
É comum que os viajantes fiquem alguns dias na capital e depois sigam viagem pelo país. Uma das alternativas mais comuns é incluir Bariloche a esse roteiro. Entre bosques, montanhas e lagos, San Carlos de Bariloche já faz parte da Patagônia Argentina e pertence ao Parque Nacional Nahuel Huapi, junto a Cordilheira do Andes. O destino é propicio para atividades ao ar livre em qualquer estação - o que muda é a programação.
 
A alta temporada local é o inverno, época em que o cenário fica monocromático por conta da neve. Esse é o momento em que os turistas desembarcam para curtir, principalmente, as estações como o Cerro Catedral com seus 120 quilômetros de pistas para esqui e snowboard. No restante do ano, o destino oferece outras atividades outdoor, entre elas trekking, trilhas de bike, passeios de barco e até tobogãs.
  
Outro atrativo interessante independente da época é o Centro Cívico, a principal praça da cidade, famosa pelos prédios de madeira e pedra que remetem a vilas europeias. Além disso, Bariloche conta ainda com alguns cassinos e os turistas que gostam de bater perna uma hora ou outra acabam passando pela Calle Mitre, pois a via concentra a vida social do destino, com lojas de souvenires, chocolates e diversos outros artigos, além de restaurantes, bares e confeitarias.   

Para quem quer mais aventura, o país apresenta a cidade mais ao sul do mundo: Ushuaia tem uma localização privilegiada na Patagônia Argentina. Ela leva o apelido Fim do Mundo que, à primeira vista, pode não parecer muito amigável. Mas não se engane, ele faz sentido quando o turista se depara com os cenários do Parque Nacional Terra e Fogo que tem lagos, geleiras, cachoeiras e muito verde - a maneira mais fácil de chegar até lá é à bordo de uma maria-fumaça, o Trem Fim do Mundo que parte da estação homônima, a oito quilômetros da cidade.
  
Além disso, Ushuaia está à beira do Canal de Beagle e é ponto de partida para roteiros por esse estreito que une os oceanos Pacífico e Atlântico com ilhas bem interessantes. Do porto local saem expedições com um itinerário que, normalmente, inclui a Isla de Los Lobos, famosa pelos leões marinhos, e a Isla de Los Pajáros. A ilhota com o icônico Farol Les Éclaireurs também costuma ser avistada. Há também a Isla Martillo, famosa Pinguinera, lar de uma colônia de pinguins entre outubro e abril - ela rende até um passeio terrestre com caminhada de uma hora para observar as aves.
 
Entretanto, a Patagônia Argentina tem ainda mais belezas à disposição dos viajantes. El Calafate se destaca como porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares. Daí, vem sua autodefinição "Terra das Geleiras” que faz bastante sentido se pensarmos que o principal cartão-postal da área é a geleira, ou melhor, glaciar Perito Moreno, com 60 metros de altura e cinco quilômetros de comprimento. 

A vantagem é que ninguém precisa ser mega-aventureiro para admirá-lo, pois passarelas levam aos pontos de observação diante do gigante. E quem quer ficar ainda mais próximo opta pelos passeios de barco, aqui chamados de safáris náuticos, no trecho conhecido como Braço Rico do Lago Argentino. Barulhos que se assemelham a trovões fazem parte da trilha sonora, pois blocos de gelos constantemente se desprendem do glaciar e emitem esse som ao cair na água - o fenômeno rende belas imagens.   
  
Ao visitar El Calafate, entusiastas de atividades ao ar livre também se programam para conhecer os arredores locais com áreas verdes ou vegetação de tipo estepe marcada pelas plantas rasteiras e espinhosas. - é possível se aventurar em passeios de quadriculo, cavalgadas, fazer trekking em áreas fossilizadas e conhecer sítios arqueológicos com pinturas rupestres. Além disso, durante o inverno, registra temperaturas negativas e passa a ser também um destino de esportes de neve.  

Entretanto, é possivel ter uma viagem completamente diferente ao visitar a província de Mendoza, no oeste da Argentina. A área é responsável por mais da metade de todo o vinho produzido no país e um roteiro por ali significa degustações da bebida, tours pelas diversas etapas de produção, piqueniques, cavalgadas, passeios de bike ou caminhadas em meio aos vinhedos das propriedades locais. Tanto quem está começando a se interessar pela bebida como enófilos experientes conseguem se divertir no destino.

São mais de mil bodegas espalhadas pelo destino aos pés da Cordilheira do Andes e muitas delas viram no turismo uma forma de expandir seus negócios. Para os turistas, é comum que a cidade homônima e capital da província funcione como base e ponto de partida para visitar as propriedades instaladas nas três principais regiões dedicadas a viticultura: a Maipú, a Luján de Cuyo, a 15 e 20 quilômetros de Mendoza; e Vale de Uco, a 80 quilômetros.  

Melhor época para viajar

Com temperaturas amenas em todos os meses e média de 18oC, Buenos Aires é um destino para ser visitado em qualquer época do ano. Isso facilita na hora de combinar o destino a outras regiões. Bariloche, é muito interessante no verão, mas apesar disso registra alta temporada durante o inverno, quando as temperaturas podem ficar negativas e acontece a temporada de esqui.
 
Já viagens a outras cidades da Patagônia Argentina, como El Calafate, dependem do clima, pois as atividades acontecem ao ar livre. Entre dezembro e março, a temperatura média é 13oC e o tempo costuma estar firme. Por outro lado, no inverno o destino esfria e as estações de esqui passam a funcionar.
 
Ushuaia, pela localização, não registra altas temperatura: no verão, por exemplo, a média é 10oC e as temperaturas mais baixas são registradas de julho e agosto, no inverno, com média de 1oC. 

Mendoza, por outro lado, é um contraste a tudo isso com suas estações do ano bem definidas. No outono, por exemplo, a paisagem ganha tons alaranjados a temperatura é de mais ou menos 18oC. Já na primavera, os vinhedos estão verdinhos e, no verão, a incidência de chuvas aumenta, mas nada que realmente atrapalhe a viagem. O inverno traz temperaturas abaixo de zero, o que é bom para quem quer ver neve e esticar o passeio a estações de esqui da região.    
  

Como chegar

Quem vai entrar no país por Buenos Aires pode chegar em dois aeroportos, o Aeroparque Regional Jorge Newbery, pertinho do centro, e o Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (ou Ezeiza), a cerca de 30 quilômetros. Esse costuma ser a primeira parada de muitos turistas que seguem viagem até Bariloche, por exemplo, desembarcando no Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, a cerca de 20 minutos do centro da cidade.
 
Já em  Ushuaia o desembarque acontece no Aeroporto Internacional de Ushuaia - Malvinas Argentinas que está perto do centro da cidade, a 10 minutos da avenida San Martín. 

Ainda na Patagônia Argentina, El Calafate tem como porta de entrada o Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola, a 21 quilômetros de distância do centro da cidade. 

Mendoza está a 1000 quilômetros da capital, então alguns turistas optam em fazer o trajeto de carro desde a capital. Quem prefere a comodidade dos voos aterrissa no Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli, também conhecido como El Plumerillo, a 10 quilômetros da Plaza Independencia, a 13 do Parque General - há voos diretos saindo do Brasil, mas são poucas opções.   

Onde ficar

Buenos Aires tem diversas opções de hospedagem e as melhores estão espalhadas pelos principais bairro, a escolha do hotel depende do perfil do viajante. Moonserrat e San Nicolás, os bairros mais antigos, reúnem os pontos históricos e podem ser uma boa opção para quem quer passear a pé por ali. O mesmo acontece em San Telmo. Já Palermo é uma área mais descolada com bons bares para bater papo. Por outro lado, o bairro da Recoleta é mais sofisticado e compreende hotéis mais refinados. E quem se hospeda em Puerto Madero tem fácil acesso ao burburinho à beira do Rio de La Plata.  
 
Agora em Bariloche as opções se restringem a pontos específicos: às margens do Lago Nahuel Huapi, na avenida Exequiel Bustillo; ou no burburinho central, principalmente nos arredores da rua Mitre - assim, ficará perto dos principais restaurantes, bares, lojas, boates e cassinos da cidade.
 
Ushuaia também é bem restrita em relação a estrutura hoteleira, afinal a maior parte está concentrada no centro, onde também há  alguns museus, restaurantes, lojas e o cassino – a principal via local é a avenida San Martín.
 
E em El Calafate acontece a mesma coisa, quase tudo está perto, nos arredores da Avenida Libertador San Martín: cassino, lojas, restaurantes e, claro, as melhores opções de hospedagem.

Mendoza vai na contramão, afinal quem quer a tranquilidade dos endereços mais rurais pode escolher algumas das muitas vinícolas que, além de receber visitantes, funcionam como hotéis e resorts pelas regiões de Maipú, Luján de Cuyo e o Vale de Uco . Contudo, se a ideia é passear pelas propriedades durante o dia e curtir a gastronomia, a vida noturna e os cassinos da capital, melhor optar pelos hotéis da região central, perto da Plaza Independencia.   
  

Dica do especialista

Desde maio de 2016, o governo liberou que os turistas retornem ao país com alimentos de origem animal (desde que estejam em embalagens originais). Na prática, significa que agora é permitido levar os famosos doces de leites, queijos e embutidos argentinos na mala.
 
Os viajantes podem ir para a Argentina apenas com a carteira de identidade. Para não ter problemas na entrada ao país, é importante que o documento tenha menos de 10 anos. Documentos mais antigos muitas vezes não são aceitos. 

 
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